terça-feira, 20 de março de 2012
Asas
Continuas esporadicamente a cortar-me a asas. Todos nós merecemos a nossa liberdade, mas vejo-me presa numa enorme armadilha em que nunca me viria colocada, aquela a que tu me condenaste. Prendes-me sem saber, pobre criatura. Embora não queiras, cada dia que passa me fazes mais prisioneira de ti. Amo-te a amo amar-te, com tudo o que tenho, mas sei que estaria feliz se tudo ficasse como antes, mas não tão extasiada como estaria nos teus braços, presa numa perfeita eternidade. Essas asas, que já haveriam sido mal tratadas múltiplas vezes, desta vez não estão magoadas, estão a morrer, mas uma morte quente, suave e lenta. O teu amor apodera-se da sua vida e eu mais viva que nunca. Agora pergunto-me: como estarão as tuas asas?
quinta-feira, 15 de março de 2012
Trovoada
Assemelhas-te à trovoada, vens repentinamente e tanto me iluminas, tanto me assustas. Faz amanhã um mês em que foi a semana mais solarenga da minha vida, mesmo havendo frio. Encontro-me paralela aos estados do tempo, têm mudado tão rapidamente, também o meu espírito o faz. Passo de bem humorada para carrancuda e vice-versa e é tudo culpa tua. Tu fazes girar o mundo e puxas os cordelinhos do meu espírito e bom senso. Preciso de ti e odeio-me por isso. Tens razão. Mais dependente que eu, duvido que exista. E mesmo quando parecem surgir raios de sol, está continuamente cinzento, espero conseguir mudar radicalmente os nossos dias, e prever abertas ou até mesmo um céu limpo nos nossos corações.
terça-feira, 13 de março de 2012
Tu e o amor
Sinto que me pões à prova. Provocas-me a fim de testar a minha fragilidade, enquanto prisioneira do teu maravilhoso veneno. Por vezes escolhes afastar-te, e eu rendo-me. Por outras, envolves-me naquela atmosfera perfeita em que me derreto completamente. Por vezes tenho dúvidas, tenho desilusões e tenho os pés assentes no chão. Por vezes tenho certezas, tenho esperanças e estou nas nuvens. Contraditório, o amor... Sinto que me exploro a mim mesma, lá nos confins da minha alma. Estes sentimentos e emoções novas que vão florescendo de dia para dia estão a ramificar-se, e eu, curiosa de Natureza, descodifico-os ao máximo. Tu e a tua maneira de ser, tu e os teus braços, que parecem já terem lugar cativo para mim, tu e os teus olhos, que me dizem tudo o que a tua boca prende. Tu e a tua perfeição. Tu e esta maneira como me deixas, desolada mas radiante simultaneamente. Estranho, o amor...
terça-feira, 6 de março de 2012
Empurrãozinho
Hesito. Hesito a cada acto previamente ponderado, que nunca é cumprido. Hesito porque tenho medo. Medo de te perder, medo de nos perder. Não faço a menor ideia de qual vai ser a tua reacção se o fizer, estou tão habituada a prever tudo que agora me sinto cega, pois não o consigo fazer, desta vez que há amor no meio. Fontes dizem-me para deixar fluir, outras para me atirar de cabeça, e outras dizem para não ir demasiado fundo, pois corro o risco de me afogar. E será que terei de afogar as minhas mágoas? Ou irei flutuar contigo num mar de felicidade e alívio? Como é que avanço se quando estou quase a dar um passo em frente, tu me dás (ilusórios) sinais para dar dois passos para trás? Ele diz vês coisas onde não existem e deixa-me a pensar se tudo o que me apercebi até agora, for uma mera ilusão? Ele diria só existe uma maneira de descobrires mas como sempre foi e sempre será, a palavra é excessivamente mais fácil do que o acto em si. Agora pergunto-me quando irei ter a coragem de avançar? Se calhar precisarei de um empurrãozinho, desde que ele não me empurra para fora da sua vida...
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