domingo, 6 de outubro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Já não estava tão feliz desde o dia em que te conheci.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rascunhos

A chuva cai ao ritmo que caio em mim.
A inocência é levada para longe.
O medo, esse fica. Persegue-me.
Rezo para que a telepatia exista.
Para que saibas o que me vai nesta
Confusão a que chamo consciência
Que de consciente nada tem.
Penso sobre a ordem de acontecimentos
E quão manhosos e inesperados são.
Mais manhoso que o destino
É o quão vil é o nosso coração.

sábado, 27 de julho de 2013

Sempre ouvi falar que se dá mais valor às coisas quando estão longe. E a tua ausência ligou a torneira de pensamento, correndo diariamente, nadando sobre ti mas afogando-me. Entendo que para evitar desilusões não deveria de alimentar qualquer tipo de expectativa ou esperança, mas preciso de sonhar um pouco. Vou sentir a tua falta. E o pior é que não faço a mínima se irás sentir a minha ou não. Como o mistério nos prega partidas...

domingo, 14 de julho de 2013

Ciclo

Nenhuma recompensa nos cai no colo numa bandeja prateada. Tenho de insistir, esforçar-me (ao máximo) para atingir o minha maior recompensa: paz. verão. descontracção. alívio. Temo que os sinto antecipadamente. Devia estar nervosa, a estudar insaciavelmente, a fazer directas. Mas, sem saber porquê, o meu sub-consciente está-se marimbando, puramente confiante de que teremos sorte e sairemos vitoriosos. Mas depois o meu consciente acorda, pensa: "se calhar devia esforçar-me para ir com mais confiança para os exames." E depois tento estudar. Uma súbita soneira apodera-se de mim, distraio-me com outra coisa qualquer muito mais interessante que estudos e voltamos ao mesmo. Um ciclo vicioso, harmonioso ao meu gesto mimado...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Alucinar

Peço-te que decidas o que queres para ti. O que é melhor. Mesmo que não seja eu, quero sabe-lo. Assim talvez possa deixar de nadar neste mar de incerteza sem qualquer fundo. É inevitável tentares atirar-me areia para os olhos, porque eu conheço-te. E tu a mim. 
Sinto-me desamparada e com falta de consistência. As tuas palavras não soam honestas. Soam interesseiras e calculistas. Tu não és assim. Tu és a pessoa mais bondosa que conheço. 
Mas depois... quando não falas, apenas me olhas, consigo ouvir outro discurso completamente diferente. Não sei se me fazes alucinar de tal forma a imaginar coisas onde não existem. Tal como o poderás ter feito o tempo todo... 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Final

        És um enigma atormentador. Sou incapaz de decifrar o que sentes e o que pensas. Naquela noite, quando só já a bebida falava pelos dois, acredito que todas as tuas palavras foram verdadeiras, tal como as minhas. E quando passado seis meses de tal ter cessado, os teus lábios vieram em direcção aos meus sem avisar, senti-me completa de novo. O vazio que deixaste em mim desde a separação preencheu-se de novo.
        E ainda bem que esta carta nunca chegará até ti, pois sou demasiado fraca e insegura para to dizer. Porque não quero arriscar perder-te outra vez. Não aguentaria outra carga de dor como aquela, ultrapassada até ao teu regresso.
        Estou bem sem ti, mas tão melhor contigo. Não mudou nada. Continuas a mesma pessoa, e não há felicidade maior para mim que essa. És ainda o homem por quem me apaixonei inesperadamente e instantaneamente. Foi como se o sentimento ficasse adormecido durante a tua ausência, mas acordou. Já não pareces deixar o meu pensamento, durante dia e noite.
        Tenho sonhado contigo todos os dias. Sonhei que tínhamos uma filha. Claro que não quero que se realize, agora. Mas era linda, era igual a ti. Nem apareceste no sonho, mas só de observá-la a dormir eram notórias as parecenças contigo.
        Sonho também que assumimos o que sentimos perante os nossos amigos, talvez seja o receio de não ser boa o suficiente que me atormenta.
        Como todas as minhas histórias, esta não tem qualquer final ou conclusão. Teremos nós? Espero que não, com toda a vontade dentro de mim.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Saudade

   Nada na vida teria importância se tudo fosse infinito. Como sabemos que gostamos de alguem sem sentir a sua falta? A saudade é a mensageira do amor e da apreciação. Eu nunca me apercebi do quanto gostava da minha avó até ela me deixar. Nunca percebi o que éramos até ter saudades tuas. Nunca saberia o quanto gostava de um prato se o estivesse constantemente a comer. Uma série curta é melhor que uma que nunca mais acaba, porque assim posso ter saudades dela e aperceber-me do quanto era boa, agora que acabou. Porque é esse um dos maiores problemas das pessoas, só nos apercebemos da importância da água quando a garrafa está vazia. E toda a nossa vida precisaremos de sentir falta de algo para apreciá-la. Porque nunca conseguimos ver a beleza à nossa frente. E quando conseguimos, sabemos que encontrámos aquele que desejaremos nunca ter saudades. E aquele que nunca nos iremos fartar. Que nos faça ver que algumas séries compridas também são boas. Que a sede pode chegar com a garrafa ainda cheia. E que poderá haver comida que nunca enjoe, tipo McDonalds. Quando achamos que encontramos o infinito... é amor.

terça-feira, 26 de março de 2013

Defesas

Curiosa a atracção mental. A física consegue ser bastante mais explícita. Com a mental, é difícil saber que é mútuo. As dúvidas misturadas com saudade e expectativa inundaram os meus dias longe de ti. Continuo, mesmo estando de volta, sem chegar a nenhuma conclusão. Manter as defesas altas a impedirem qualquer sentimento de ultrapassar alguma barreira demasiado cedo, é o que devo fazer. Mas não quero. Preciso de saber o que queres de mim pois estarei a arriscar uma possível felicidade por um sofrimento por tua causa. E  a montanha do sofrimento, já eu esquiei. E se estivesses lá em baixo à minha espera, esquiaria as vezes que fossem precisas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Página 3/365

Coragem

Decidi ganhar os tais 2 segundos de coragem insana para chegar até ti. Não aguentava mais. Precisava de algum sinal de ti. Amanhã vamos esclarecer tudo e vou ficar a descobrir se é ao teu lado que vou ficar ou se ficámos por aqui. Toda a minha desejei conhecer alguém como tu. E fui a rapariga mais sortuda no mundo por te ter tido. E serei oficialmente a mais sortuda se por acaso quiseres ficar comigo. A curiosidade, a insegurança, a ansiedade e a instabilidade tomam conta de mim enquanto penso no que te irei dizer amanhã. Apenas me basearei num princípio: falar a verdade mesmo que a voz trema. Quero o nosso amor intacto. Como estava antes. Quero-te de volta. Quero fazer-te feliz. Quero rir contigo. Quero chorar contigo. Quero tudo e agora não tenho nada...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Página 2/365

Silêncio

A ressaca ainda perdura. Sinto-me cansada assim que acordo. Nada no telemóvel. Nem uma mensagem. Uma porra de uma mensagem que mostraria que pensas em mim. Estou a remoer-me por dentro para não ir suplicar-te para voltares, pois o orgulho também se mostra resistente. Estou a dar-te espaço. Tempo. Tempo para pensares se é comigo que realmente queres ficar. Tempo para descobrires se vale a pena magoares-te por alguém tão banal como eu. Se eu desaparecesse, sentirias a minha falta? Mil e quinhentas perguntas, zero respostas. O teu silêncio condena-me à eterna ansiedade. O que precisarei eu de fazer mais para te provar que mereço estar contigo?
Por outro lado penso, inseguro como és, se não estaremos a fazer os dois a nossa imaginação patética estragar tudo. No início disseste-me para eu ter cuidado para não me magoar, mas que contigo não iria acontecer. Será que o teu silêncio é para não me magoares e para não me dizeres o que não quero ouvir?
A minha mente é minha inimiga. Penso sempre que as atitudes das pessoas para comigo são sempre negativas. Penso sempre que eu é que estou mal e que sou eu a culpada.
Disseste que ias curar as minhas inseguranças. Estou mais insegura que nunca. Preciso de ti para saber que viver vale a pena, e não apenas sobreviver. Ainda assim, vou-te dar todo o tempo que precisares. Gostaria apenas saber de quanto precisas. A saudade aperta. O laço vai desapertando...

Página 1/365

Medo

Tento não fazer dos meus pensamentos monstros que me comem por dentro. Tento mudá-los e viver a o meu momento comigo sem ti lá. Tentei. Cada minuto que passou tive de te ter ao meu alcance, mesmo sabendo que estarias de braços fechados. Tentei mostrar-me que me consigo divertir sem ti, sem recorrer a nada ou ninguém. Tentei e consegui (não mostrar que não consegui). Tentei manter-te afastado do meu pensamento metódico e repetitivo. Tentei não pensar que poderás não me querer de volta, que tenhas descoberto o meu lado mau e que não consigas aceitá-lo. Será que os dias em que estivemos afastados deu para perceber que foste feliz sem mim ou que sentis-te a minha falta? Mil perguntas, zero respostas. Agora devo esperar (impacientemente) por um sinal que te diga que mais ninguém irá tratar-te tão bem quanto eu. Que ninguém te quer mais feliz que eu. Que encaixamos como peças de puzzle. Que devemos e precisamos de ficar juntos. Apetece-me dormir até acordar por tua causa. Se decidires passar mais dias a pensar e a dar comigo em doida eu todos os dias irei olhar para o telefone e o meu coração há-de bater mais só de pensar que podes ser tu.