sábado, 16 de junho de 2012

             Estou exausta de procurar. Tenho o meu coração nas mãos a todo o minuto que passa, constantemente partido em bocadinhos cada vez mais pequenos. Estou exausta que me digam que todos as pessoas que me deixaram ou substituíram sejam idiotas. E estou exausta que me digam que tenho de deixar de procurar pela minha cara-metade. Dizem para lutarmos pelos nossos sonhos, é isso que estou a fazer. Tenho uma necessidade de ser amada e de me sentir amada em cativeiro dentro de mim. Estou cansada de nunca ser suficiente. Estou cansada de ser uma grande amiga, quero ser cativante, quero marcar diferença. Quando irei eu marcar a diferença? Não sei. Adorava saber.

Dizem que tenho sorte em estar independente. Engraçado. Sou dependente de tudo o que não tenho.

domingo, 3 de junho de 2012

Sinto-te distante e frio. Sinto-me mal, péssima, por acaso. Não por gostar de ti, mas por sermos amigos, companheiros. Se és capaz de te afastar de mim assim, quer dizer que não significo tanto para ti como julgava. Não consegui estar na mesma sala contigo sem poder ter as brincadeiras do costume, sem haverem olhares cúmplices, onde já adivinhávamos o que o outro ia dizer. Sem aquela constante picardia, que me irritava mas que adoro. Não consegui estar ao teu lado sem chorar. Porque te sinto cada vez mais distante a segundos que passam, e se há algo que temo menos que a morte é o de te perder como amigo. E estou perplexa pelo facto de teres desistido assim. Sem esclareceres, sem deixares o preto no branco. Agora está tudo cinzento. Não vejo mais nada no futuro. Nada que valha a pena lutar. E eras das únicas pessoas que eu pensava que ia ter como garantidas, por mais voltas que a vida desse. Não consigo esconder tanto sentimento dentro de mim, saem pelas lágrimas, mas permanecem as marcas no meu interior, no meu espírito derrotado e solitário.