domingo, 22 de janeiro de 2012
Depressão
Não há nada como o sentimento de solidão apaziguado pela música enquanto vejo as gotas escorrerem no vidro da janela, cheia de cinzento lá fora, mas tão quente e seguro cá dentro. Não porque me limito a escrever sobre o amor, talvez seja por ter a chama do amor constantemente acesa e consequentemente também uma lágrima a escorrer-me pela face. Acabo por sair magoada de todas as situações em que me envolvo, e o meu coração nunca chega a estar curado, apenas com uma dose de morfina, que é o amor seguinte. O meu coração continua a achar que o amor é a minha cura, mas acaba sempre por ser mais uma doença.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Desabafos
Mais uma desilusão a acrescentar ao monte delas empilhadas no meu coração. Sinto cá no fundo que este arrepio, esta inconstância e esta instabilidade só vão passar quando estivermos longe um do outro. Afinal, longe da vista, longe do coração, não é?
Vejo-te sempre tão solitário, que chego a ter pena de ti. Uma força tentadora de ir ter contigo nasce dentro de mim, mas depois lembro-me do que me fizeste. E volto a cair em mim, evitando magoar-me novamente. Ia saber-me tão bem dar-te um não, mas quero tanto dizer-te que sim... Vejamos se algum dia o desejo falará mais alto que a mente, ou terei eu de os calar aos dois.
Vejo-te sempre tão solitário, que chego a ter pena de ti. Uma força tentadora de ir ter contigo nasce dentro de mim, mas depois lembro-me do que me fizeste. E volto a cair em mim, evitando magoar-me novamente. Ia saber-me tão bem dar-te um não, mas quero tanto dizer-te que sim... Vejamos se algum dia o desejo falará mais alto que a mente, ou terei eu de os calar aos dois.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Presa
Estou a ficar presa a ti. Uma força sufocante, maior que a amizade que nos une, está a apoderar-se do meu coração. A química que existe entre nós é algo inexplicável, uma força da Natureza que não quero que se apague por nada deste mundo. O conforto que sinto no coração apenas com um toque teu é inexplicável. A força com que o meu coração bate quando me dizes, entre olhares verdadeiros e minuciosos, que gostas de mim e que precisas de mim, é das melhores sensações de sempre. Mesmo que queira, não me consigo afastar de ti. Tal como tu precisas de mim, eu preciso de ti. Preciso dos teus beijos inundados de carinho e afecto, distribuídos na minha testa enquanto sorrio espontaneamente, preciso dos teus abraços calorosos que me fazem sentir amada e segura, preciso dos nossos olhares cúmplices, cujas palavras não precisas para perceber-mos o que vai na mente do outro. Preciso das nossas brincadeiras sem fim, das nossas criancices e da nossa amizade, que lentamente floresce para algo mais.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Indecifráveis
Sinto-me como um robot a tentar manter toda a gente feliz menos a minha pessoa. Encontro-me encurralada pelos deveres e constante luta pela felicidade alheia, maioritariamente referindo-me aos meus pais. Esses que sempre foram mais que simples pais, sempre foram meus amigos. Mas por mais amigos que sejam haverão sempre coisas que nunca irão compreender, mesmo que se esforcem. A mente e o coração de uma adolescente são os enigmas mais complexos de se tentar decifrar. As únicas pessoas que o conseguem são os que também os têm, daí esta distância entre pais e filhos. Esses, a mente e o coração, nem eu consigo decifrar os meus. O meu coração, esse que palpita cada vez mais forte e por cada vez menores razões, está mais confuso do que alguma vez esteve.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Jogos de Amor
Encontro-me perdida nos meus pensamentos vazios, mas tão cheios de sonhos e expectativas. Dou por mim a sonhar com o que não devia, um risco que todas corremos, no que toca ao amor. Inconstâncias da sua parte deixam a minha cabeça numa enorme correnteza de confusão e dúvida. Às vezes pergunto-me se mereço mesmo alguém, se haverá um alguém para mim neste mundo cheio de raparigas lindas e com o triplo da sorte. Podia contar-lhe o que sinto, mas porquê? Já sei qual seria a sua resposta, fria como o gelo. Cabe a mim derretê-lo com a moderação correcta e jogar os nossos jogos habituais com o coração, mas com a cabeça também. Por vezes, desejava que não existissem estes jogos de amor. Era bem mais fácil se desse um espasmo de sinceridade e frontalidade a este mundo repleto de medo, inseguranças e corações partidos. A vida que nos dão acaba por ser vivida cheia de incertezas e expectativas de que ele dê o primeiro passo. Mas eu bem sei que se esperar, tenho de me sentar, porque nunca o irá fazer. Está tão rodeado pela confiança excessiva que se esquece que nem tudo cai a seus pés, como ele desejaria. Vou provar-lhe a minha força de vontade e o meu espírito de perseverança. Eu não vou dar passo algum em frente, quando já o fiz anteriormente e foi uma oportunidade desaproveitada e desperdiçada. Já teve o meu coração nas suas mãos, eu própria o sacrifiquei. E que fez ele? Libertou-o, com medo de não saber cuidar dele. Talvez ele o quisesse. Mas lá estou eu a sonhar de novo..
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