quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Era?

    Às vezes questiono-me sobre a força e resistência do nosso amor. O que é certo é que por muito que briguemos, acabamos sempre juntos. Como se no fim de contas, o nosso amor fosse mais forte do que tudo. E para testar a veracidade do mesmo, o destino decidiu levar-te para longe de mim, como que a torturar-me continuamente com o teu afastamento. E com a tua partida as dúvidas chegaram. Chego a questionar-me se realmente gostas de mim, se realmente faço o teu coração acelerar, se sorris quando pensas em mim... E com as dúvidas chega a incerteza, a instabilidade e o medo. Medo que desistas de nós... O que temos é (era?) tão puro e natural, na altura onde era só olhar para o lado quando te quisesse ver, onde nem havia espaço para me perguntar do que fosse. Estavas ali comigo, evolvido numa perfeita atmosfera quente e confortável, fora do teu atribulado mundo académico, do qual não faço parte. E pergunto-me o que será para ti viver sem mim. Se sentes a minha falta tanto quanto eu sinto a tua...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nosso Mundo

        Tenho um vazio em mim provocado pela tua falta de interesse em preenchê-lo.
        Por momentos deixo de saber quem sou, o que estou cá a fazer e o que me falta para te cativar. Talvez seja a necessidade de ti que te afasta. A pressão sufocante do amor não correspondido.
        Sinto uma vontade maior que eu de te perguntar directamente se sou a única apaixonada aqui. Se tu também me tens sempre na tua mente, desde o acordar ao adormecer. Todo o lado que olho vejo-te, cada música que ouço lembras-me.
        Pergunto-me quanto te irei ver outra vez noutro lado que não a minha mente. Pergunto-me quando irei estar nos teus braços a fixar os teus lábios, a remexer-te no cabelo, a tornar-me parte de ti e tu de mim. Mergulhar-mos no nosso próprio mundo, onde mais ninguém entra, e mais ninguém sabe sequer da sua existência. Tenho saudades do nosso mundo. Tenho saudades nossas. Tenho saudades...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

Sinto-te

Sinto-me apaziguada pelas tuas vagas palavras de consolo.
Consolo por estares longe.
Longe da vista mas não do coração.
Coração este que continua a bombear à velocidade da luz quando surges no meu pensamento.
Pensamento este que não pensa em mais nada sem ser o teu amor.
Amor esse que me completa.
Completa esta alma cheia de saudades.
Saudades apenas por saber que tens de esperar que o relógio decida trabalhar.
Trabalha, por favor, para te ter aqui.
E aqui estou eu, desejosa de te sentir.
Sinto-te presente em mim.
E eu sinto-me em ti.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Estive a pensar em nós...

    A nostalgia apodera-se de mim como um furacão quando me (des)encontro sozinha. Parece, tal como tu, não me abandonar a mente por um segundo que seja. Tento escapar, mas com ela vão-se as recordações, sem as quais eu não vivo. 
    Estive a pensar em nós... A pensar no que seremos. Apesar de a minha mente mandar repetidamente o meu coração aproveitar o presente, aceitar o futuro e ultrapassar o passado. 
    Foguetes emergem em mim quando penso que daqui a vinte e quatro horas estarei junto a ti, na nossa perfeita harmonia. Deixas-me sem alento. 
    Andei a pensar em nós... Naquilo que sentimos. Tu, principalmente. Pois onde estão os teus sentimentos por mim está nevoeiro. Não te consigo ler. Mas o mistério cativa-me. 
   Estive a pensar em nós... Nos nossos momentos só nossos. Aqueles que nunca ninguém irá saber. Aqueles recheados de amor. És a razão pela qual me levanto de manhã. Seria melhor se acordasse a teu lado. Mas os milagres não existem. Mas algo existe. Uma força que me trouxe até ti. 
     Sinto que está tudo completo. No devido lugar. Estamos perfeitos assim, ainda mais perfeitos juntos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Saudades

         Foi surpreendente para mim quereres ficar comigo. Eu? Que terei eu de tão especial para merecer ser mantida? E tu, tu és o único que tem o meu coração nas mãos. E entrego-o de bom grado, pois também sinto o teu nas minhas. O teu corpo está longe, o teu coração fica comigo. 
         Espero por ti ansiosamente no fim de cada dolorosa semana longe de ti. Tenho vindo a notar que o amor é uma força flexível. Num momento estou perto das lágrimas pois o medo te perder é sufocante. Tenho medo que desistas de mim e me deixes desamparada. Tenho medo que aconteça de novo... 
         Não é preciso estar a 50 km de ti para sentir a tua falta. As saudades começam no beijo de despedida, passam pelo "até para a semana" e acabam brevemente quando te olho nos olhos novamente. Esses olhos que irradiam ternura, confiança, respeito e desejo do mais ardente possível. Sempre me ensinei a mim própria a olhar para as coisas de forma positiva. O único aspecto possivelmente positivo no meio da nossa distância é o valor renovado dos nossos reencontros, sempre tão perfeitos. É como se tempo algum tivesse passado. E durante a semana cá fico eu, impaciente, aborrecida e cheia de vontade de apenas olhar para ti. Com saudades dos teus lábios, que conhecem os meus como ninguém. Saudades do teu perfume. Saudades da maneira como apenas um toque é o suficiente para arrepiar o meu pobre corpo. Saudades dos teus mimos. Saudades do meu riso ao pé de ti. Saudades da pessoa que sou ao pé de ti (nada mais que eu própria). Saudades dos sentimentos que despertas em mim. Saudades dos momentos que estão para vir. Enfim, saudades...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Amor Real

   O amo deixou de ser um mito. Para mim, agora o amor é uma rotina perfeitamente entrelaçada com a esperança de um futuro a teu lado. Toda a tua essência está presa a mim, e como eu adoro ser tua prisioneira. Amas-me de um modo que nenhuma outra alma se atreveu a amar.
    Não sei o que somos. Não sei o que seremos, mas quero que sejamos.
   Cada beijo é único, cortante, apaixonante e simbólico.
   Como tu mesmo me disseste, transforma-mos a nossa raiva em amor, e o amor é tão lindo. Estou presa a ti em pensamento, e nunca pensei ser possível ver-te em tantos sítios ao longo do meu dia, mesmo sem lá estares.
   Amo cada centímetro do teu ser. Desde a maneira como me olhas, à maneira como sorris quando te olho nos olhos. A felicidade brilha em nós. E eu posso dizer que sou a rapariga mais sortuda do mundo. E só te tenho a agradecer. Porque mudaste a minha vida, e tens consciência disso. E eu não sei quanto é que vai durar, visto que nada é oficial e mantemos tudo em segredo. Estou entusiasmada e receosa pelo futuro.
   Brevemente vais partir numa nova aventura e não sei se será fisicamente possível ficar longe de ti. Longe do cheiro da tua roupa, longe dos teus braços, longe dos teus lábios. Algo que permanecerá: recordações. Recordações do mais apaixonante dos amores.  Do amor sem rótulo, amor espontâneo, amor incontrolável.
   Amo cada pormenor do nosso amor.
   E és tudo o que eu poderia desejar ou mais. És melhor que o homem dos meus sonhos. És real.
   E de repente sei o que somos.
   Somos um.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Desculpa

Desculpa. Desculpa por ter caído na armadilha que levava até ti de pára-quedas, mesmo em cheio no teu abraço. Desculpa por me ter apaixonado por ti. Desculpa por ficar hipnotizada pelo teu puro ser. Pela tua resistente inteligência e pelas tuas ponderadas atitudes. Gosto de ti mas odeio gostar. Odeio gostar de ti pois não o sentes também. Odeio gostar de ti porque a nossa amizade de anos encontra-se reduzida a metade. Essa amizade que esperei tanto fortalecer, que acabei por fortalecer demais.
Desculpa por não ser suficiente. Desculpa por não cumprir os teus requisitos. Desculpa-me por não ser ela. Sei bem o esforço que fazes para te manter no mesmo sítio que eu, o desconforto e a pressão sufocam-te. E eu sinto-me culpada. E tu sentes-te culpado pois sabes que não tenho culpa alguma e muito menos mereço a maneira que sou tratada agora.
Desculpa por gostar das pequenas coisas. Da maneira que mexes no cabelo quando estás hipnotizado. A maneira que consigo decifrar o teu pensamento apenas com o teu olhar. A maneira como sorris para mim quando sabes que estamos a pensar no mesmo. A maneira como avalias tudo minuciosamente. A maneira como planeias tudo e como arranjas sempre maneira de conseguir o que desejas.
Desculpa por achar que és o tal. Desculpa por não ser perfeita. Desculpa-me por gostar tanto de ti. Desculpa-me por deixar a tua cabeça à roda, enquanto pensas numa maneira para as coisas voltarem a ser como eram. Desculpa-me por te tirar o sono, pois eu sei que também me queres na tua vida, mas não da maneira que eu te quero na minha. Desculpa por te conhecer como a palma da minha mão. Desculpa por me conheceres como a palma da tua.
Porque, apesar de tudo, tu amas-me. Se tal não fosse verdade, não te darias ao trabalho de tentar remediar a situação. E eu também te amo, mas gosto de ti ao mesmo tempo. Por ti sinto um amor de amigos e o começo de um romance. Em ti via futuro. Em ti via algo duradouro e sólido. Inquebrável. Em ti vejo desilusão, tristeza e culpa. Mas a culpa não é tua. A culpa é toda minha, pois só ama quem quer. E eu sem dar por isso marquei como destino o teu abraço. Esse abraço que afinal de contas não me quer.
E agora, desorientada e perdida, dou por mim a pairar na eterna incerteza, apenas com um desejo em mim, não me deixes.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Eu"

         Eu... Sinto-me tão egocêntrica apenas por proferir tal palavra. Existe sempre a necessidade assombrosa de resolver os problemas de alguma alma próxima mas perdida, em si própria, muitas das vezes. Sou um pedaço da Natureza bruta e original. Sou um pedaço do céu estrelado, sou um pedaço de mar, sou e pedaço de vento quente de Verão. Sou uma alma livre, com as emoções à flor da pele, acompanhando sempre a maré das energias positivas que a vida (caixa de surpresas!) nos dá. Sou interessada pelo que me rodeia. Quero conhecer tudo o que há para conhecer. Quero explorar os ares do desconhecido. Quero ser melhor a cada dia que passa. Tento ser melhor. Tento ser mais eu.
      

              Confiança, essa precisa-se. Mas como arranjar coragem para criar algo que não existe?

sábado, 16 de junho de 2012

             Estou exausta de procurar. Tenho o meu coração nas mãos a todo o minuto que passa, constantemente partido em bocadinhos cada vez mais pequenos. Estou exausta que me digam que todos as pessoas que me deixaram ou substituíram sejam idiotas. E estou exausta que me digam que tenho de deixar de procurar pela minha cara-metade. Dizem para lutarmos pelos nossos sonhos, é isso que estou a fazer. Tenho uma necessidade de ser amada e de me sentir amada em cativeiro dentro de mim. Estou cansada de nunca ser suficiente. Estou cansada de ser uma grande amiga, quero ser cativante, quero marcar diferença. Quando irei eu marcar a diferença? Não sei. Adorava saber.

Dizem que tenho sorte em estar independente. Engraçado. Sou dependente de tudo o que não tenho.

domingo, 3 de junho de 2012

Sinto-te distante e frio. Sinto-me mal, péssima, por acaso. Não por gostar de ti, mas por sermos amigos, companheiros. Se és capaz de te afastar de mim assim, quer dizer que não significo tanto para ti como julgava. Não consegui estar na mesma sala contigo sem poder ter as brincadeiras do costume, sem haverem olhares cúmplices, onde já adivinhávamos o que o outro ia dizer. Sem aquela constante picardia, que me irritava mas que adoro. Não consegui estar ao teu lado sem chorar. Porque te sinto cada vez mais distante a segundos que passam, e se há algo que temo menos que a morte é o de te perder como amigo. E estou perplexa pelo facto de teres desistido assim. Sem esclareceres, sem deixares o preto no branco. Agora está tudo cinzento. Não vejo mais nada no futuro. Nada que valha a pena lutar. E eras das únicas pessoas que eu pensava que ia ter como garantidas, por mais voltas que a vida desse. Não consigo esconder tanto sentimento dentro de mim, saem pelas lágrimas, mas permanecem as marcas no meu interior, no meu espírito derrotado e solitário.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Noite

Perco-me no silêncio da noite, abandonada e prisioneira dos meus pensamentos, com o leve fumo dessa mesma noite a sair de mim concentrado na sua perfeita solidão. Pensamentos, esses gélidos como o ar que me rodeia, tão cheios de nada mas repletos de um todo. O que estarei eu a fazer? Eu, uma simples alma dependente de tantas outras almas, provavelmente tão vazias como a minha. O que estaremos nós a fazer? Tantas outras almas de quem eu dependo e me devoto, não tendo a certeza se o sentem por mim. Essa devoção que nos preenche e sufoca, Faz-nos entrar no enorme campo do incógnito, tão concentrado como o vazio da mesma noite.

terça-feira, 20 de março de 2012

Asas

Continuas esporadicamente a cortar-me a asas. Todos nós merecemos a nossa liberdade, mas vejo-me presa numa enorme armadilha em que nunca me viria colocada, aquela a que tu me condenaste. Prendes-me sem saber, pobre criatura. Embora não queiras, cada dia que passa me fazes mais prisioneira de ti. Amo-te a amo amar-te, com tudo o que tenho, mas sei que estaria feliz se tudo ficasse como antes, mas não tão extasiada como estaria nos teus braços, presa numa perfeita eternidade. Essas asas, que já haveriam sido mal tratadas múltiplas vezes, desta vez não estão magoadas, estão a morrer, mas uma morte quente, suave e lenta. O teu amor apodera-se da sua vida e eu mais viva que nunca. Agora pergunto-me: como estarão as tuas asas?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trovoada

Assemelhas-te à trovoada, vens repentinamente e tanto me iluminas, tanto me assustas. Faz amanhã um mês em que foi a semana mais solarenga da minha vida, mesmo havendo frio. Encontro-me paralela aos estados do tempo, têm mudado tão rapidamente, também o meu espírito o faz. Passo de bem humorada para carrancuda e vice-versa e é tudo culpa tua. Tu fazes girar o mundo e puxas os cordelinhos do meu espírito e bom senso. Preciso de ti e odeio-me por isso. Tens razão. Mais dependente que eu, duvido que exista. E mesmo quando parecem surgir raios de sol, está continuamente cinzento, espero conseguir mudar radicalmente os nossos dias, e prever abertas ou até mesmo um céu limpo nos nossos corações.

terça-feira, 13 de março de 2012

Tu e o amor

Sinto que me pões à prova. Provocas-me a fim de testar a minha fragilidade, enquanto prisioneira do teu maravilhoso veneno. Por vezes escolhes afastar-te, e eu rendo-me. Por outras, envolves-me naquela atmosfera perfeita em que me derreto completamente. Por vezes tenho dúvidas, tenho desilusões e tenho os pés assentes no chão. Por vezes tenho certezas, tenho esperanças e estou nas nuvens. Contraditório, o amor... Sinto que me exploro a mim mesma, lá nos confins da minha alma. Estes sentimentos e emoções novas que vão florescendo de dia para dia estão a ramificar-se, e eu, curiosa de Natureza, descodifico-os ao máximo. Tu e a tua maneira de ser, tu e os teus braços, que parecem já terem lugar cativo para mim, tu e os teus olhos, que me dizem tudo o que a tua boca prende. Tu e a tua perfeição. Tu e esta maneira como me deixas, desolada mas radiante simultaneamente. Estranho, o amor...

terça-feira, 6 de março de 2012

Empurrãozinho

Hesito. Hesito a cada acto previamente ponderado, que nunca é cumprido. Hesito porque tenho medo. Medo de te perder, medo de nos perder. Não faço a menor ideia de qual vai ser a tua reacção se o fizer, estou tão habituada a prever tudo que agora me sinto cega, pois não o consigo fazer, desta vez que há amor no meio. Fontes dizem-me para deixar fluir, outras para me atirar de cabeça, e outras dizem para não ir demasiado fundo, pois corro o risco de me afogar. E será que terei de afogar as minhas mágoas? Ou irei flutuar contigo num mar de felicidade e alívio? Como é que avanço se quando estou quase a dar um passo em frente, tu me dás (ilusórios) sinais para dar dois passos para trás? Ele diz vês coisas onde não existem e deixa-me a pensar se tudo o que me apercebi até agora, for uma mera ilusão? Ele diria só existe uma maneira de descobrires mas como sempre foi e sempre será, a palavra é excessivamente mais fácil do que o acto em si. Agora pergunto-me quando irei ter a coragem de avançar? Se calhar precisarei de um empurrãozinho, desde que ele não me empurra para fora da sua vida...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Minha Pessoa

Existe uma ligação furtiva que explode quando nos tocamos. Consegues fazer uma faísca no meu estômago, que parece a cada dia expulsar as borboletas com mais convicção, tirando-lhes o lugar. Não pode ser só uma paixoneta. E a cada dia que passa tenho mais certezas de que é mútuo. A maneira como olhas para os confins da minha pessoa e me compreendes a cada palavra que a tua boca solta, por vezes incontrolável, mas sempre tão racional. A ternura e a cumplicidade que nos envolve fica cada vez mais forte, de uma forma sufocante, mas um sufocar perfeito. Cada vez que vais embora, fico à tua espera. A minha vida gira à tua volta, e tem girado nestes últimos meses, de uma maneira tão inovadora e misteriosa que chego a temer pela saúde do meu coração. Somos iguais. Sem tirar nem pôr. Vejo em ti a minha pessoa, a compreensão, a angústia, as dúvidas, o carinho e o começo de um grande amor. Não tenho esperanças, tenho certezas. És tu quem eu preciso como nunca precisei de ninguém. Agora sim, sei o que é o amor. No entanto.. com tantas palavras, permanece inexplicável.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dúvida

Sinto-me feliz, mas insatisfeita. À medida que o tempo passa, a minha confusão permanece. Gostava de poder ver ainda mais através de ti, queria poder ler-te os pensamentos, mas principalmente ler-me neles. Encontro-me a remar contra a maré, sinto-te a afastar cada vez mais, mas não há nada que eu possa fazer. Deverias ter descoberto por mim, Eu sabia que devia ter posto as cartas na mesa, mas não consigo ler os teus olhos de jogador e já não tenho mais trunfos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A atmosfera actual do meu espírito encontra-se equivalente ao estado do tempo: frio mas solarengo. Sendo o sol a minha atitude, e o frio o meu interior. Não sei se sinto inveja de todos os casais que parecem ter um cartaz atrás deles com um 'e viveram felizes para sempre..'. Quem me dera. E está tudo nas minhas mãos. Tenho de lutar pelo que gosto e pelo que preciso. Falta-me coragem, mas quero-o tanto... Sinto-me insegura (já se começa a tornar um hábito..) tenho medo da sua reacção, situações essas tão ambíguas e imprevisíveis. E com este tempo cheio de sol, o futuro apenas promete coisas boas, mas nunca sei o que vai na sua mente. Um enigma constante e indecifrável, como o meu coração, que aos poucos e poucos, vai ganhando mais teias...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Amor, não.

Quem me dera que o amor não existisse. O facto de nos prendermos tanto a uma pessoa que o resto do mundo parece tão desinteressante como tinta a secar. Sem amor não haveriam abraços calorosos e românticos, porque nos sentimos tão seguras envolvidas num laço de cumplicidade e confiança por aquela pessoa que mais nenhum lugar poderá ser tão seguro. Sinto saudades daquele abraço. Aquele que me prometia um lugar longe disto. Um lugar onde mais ninguém nos tocaria e ficaríamos feliz para sempre. Apercebo-me da gravidade da situação, quando o abracei apenas ontem.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Depressão

Não há nada como o sentimento de solidão apaziguado pela música enquanto vejo as gotas escorrerem no vidro da janela, cheia de cinzento lá fora, mas tão quente e seguro cá dentro. Não porque me limito a escrever sobre o amor, talvez seja por ter a chama do amor constantemente acesa e consequentemente também uma lágrima a escorrer-me pela face. Acabo por sair magoada de todas as situações em que me envolvo, e o meu coração nunca chega a estar curado, apenas com uma dose de morfina, que é o amor seguinte. O meu coração continua a achar que o amor é a minha cura, mas acaba sempre por ser mais uma doença.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Desabafos

Mais uma desilusão a acrescentar ao monte delas empilhadas no meu coração. Sinto cá no fundo que este arrepio, esta inconstância e esta instabilidade só vão passar quando estivermos longe um do outro. Afinal, longe da vista, longe do coração, não é?
 Vejo-te sempre tão solitário, que chego a ter pena de ti. Uma força tentadora de ir ter contigo nasce dentro de mim, mas depois lembro-me do que me fizeste. E volto a cair em mim, evitando magoar-me novamente. Ia saber-me tão bem dar-te um não, mas quero tanto dizer-te que sim... Vejamos se algum dia o desejo falará mais alto que a mente, ou terei eu de os calar aos dois.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Presa

Estou a ficar presa a ti. Uma força sufocante, maior que a amizade que nos une, está a apoderar-se do meu coração. A química que existe entre nós é algo inexplicável, uma força da Natureza que não quero que se apague por nada deste mundo. O conforto que sinto no coração apenas com um toque teu é inexplicável. A força com que o meu coração bate quando me dizes, entre olhares verdadeiros e minuciosos, que gostas de mim e que precisas de mim, é das melhores sensações de sempre. Mesmo que queira, não me consigo afastar de ti. Tal como tu precisas de mim, eu preciso de ti. Preciso dos teus beijos inundados de carinho e afecto, distribuídos na minha testa enquanto sorrio espontaneamente, preciso dos teus abraços calorosos que me fazem sentir amada e segura, preciso dos nossos olhares cúmplices, cujas palavras não precisas para perceber-mos o que vai na mente do outro. Preciso das nossas brincadeiras sem fim, das nossas criancices e da nossa amizade, que lentamente floresce para algo mais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Indecifráveis

Sinto-me como um robot a tentar manter toda a gente feliz menos a minha pessoa. Encontro-me encurralada pelos deveres e constante luta pela felicidade alheia, maioritariamente referindo-me aos meus pais. Esses que sempre foram mais que simples pais, sempre foram meus amigos. Mas por mais amigos que sejam haverão sempre coisas que nunca irão compreender, mesmo que se esforcem. A mente e o coração de uma adolescente são os enigmas mais complexos de se tentar decifrar. As únicas pessoas que o conseguem são os que também os têm, daí esta distância entre pais e filhos. Esses, a mente e o coração, nem eu consigo decifrar os meus. O meu coração, esse que palpita cada vez mais forte e por cada vez menores razões, está mais confuso do que alguma vez esteve.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Jogos de Amor

Encontro-me perdida nos meus pensamentos vazios, mas tão cheios de sonhos e expectativas. Dou por mim a sonhar com o que não devia, um risco que todas corremos, no que toca ao amor. Inconstâncias da sua parte deixam a minha cabeça numa enorme correnteza de confusão e dúvida. Às vezes pergunto-me se mereço mesmo alguém, se haverá um alguém para mim neste mundo cheio de raparigas lindas e com o triplo da sorte. Podia contar-lhe o que sinto, mas porquê? Já sei qual seria a sua resposta, fria como o gelo. Cabe a mim derretê-lo com a moderação correcta e jogar os nossos jogos habituais com o coração, mas com a cabeça também. Por vezes, desejava que não existissem estes jogos de amor. Era bem mais fácil se desse um espasmo de sinceridade e frontalidade a este mundo repleto de medo, inseguranças e corações partidos. A vida que nos dão acaba por ser vivida cheia de incertezas e expectativas de que ele dê o primeiro passo. Mas eu bem sei que se esperar, tenho de me sentar, porque nunca o irá fazer. Está tão rodeado pela confiança excessiva que se esquece que nem tudo cai a seus pés, como ele desejaria. Vou provar-lhe a minha força de vontade e o meu espírito de perseverança. Eu não vou dar passo algum em frente, quando já o fiz anteriormente e foi uma oportunidade desaproveitada e desperdiçada. Já teve o meu coração nas suas mãos, eu própria o sacrifiquei. E que fez ele? Libertou-o, com medo de não saber cuidar dele. Talvez ele o quisesse. Mas lá estou eu a sonhar de novo..