Sinto-me apaziguada pelas tuas vagas palavras de consolo.
Consolo por estares longe.
Longe da vista mas não do coração.
Coração este que continua a bombear à velocidade da luz quando surges no meu pensamento.
Pensamento este que não pensa em mais nada sem ser o teu amor.
Amor esse que me completa.
Completa esta alma cheia de saudades.
Saudades apenas por saber que tens de esperar que o relógio decida trabalhar.
Trabalha, por favor, para te ter aqui.
E aqui estou eu, desejosa de te sentir.
Sinto-te presente em mim.
E eu sinto-me em ti.
domingo, 21 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Estive a pensar em nós...
A nostalgia apodera-se de mim como um furacão quando me (des)encontro sozinha. Parece, tal como tu, não me abandonar a mente por um segundo que seja. Tento escapar, mas com ela vão-se as recordações, sem as quais eu não vivo.
Estive a pensar em nós... A pensar no que seremos. Apesar de a minha mente mandar repetidamente o meu coração aproveitar o presente, aceitar o futuro e ultrapassar o passado.
Foguetes emergem em mim quando penso que daqui a vinte e quatro horas estarei junto a ti, na nossa perfeita harmonia. Deixas-me sem alento.
Andei a pensar em nós... Naquilo que sentimos. Tu, principalmente. Pois onde estão os teus sentimentos por mim está nevoeiro. Não te consigo ler. Mas o mistério cativa-me.
Estive a pensar em nós... Nos nossos momentos só nossos. Aqueles que nunca ninguém irá saber. Aqueles recheados de amor. És a razão pela qual me levanto de manhã. Seria melhor se acordasse a teu lado. Mas os milagres não existem. Mas algo existe. Uma força que me trouxe até ti.
Sinto que está tudo completo. No devido lugar. Estamos perfeitos assim, ainda mais perfeitos juntos.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Saudades
Foi surpreendente para mim quereres ficar comigo. Eu? Que terei eu de tão especial para merecer ser mantida? E tu, tu és o único que tem o meu coração nas mãos. E entrego-o de bom grado, pois também sinto o teu nas minhas. O teu corpo está longe, o teu coração fica comigo.
Espero por ti ansiosamente no fim de cada dolorosa semana longe de ti. Tenho vindo a notar que o amor é uma força flexível. Num momento estou perto das lágrimas pois o medo te perder é sufocante. Tenho medo que desistas de mim e me deixes desamparada. Tenho medo que aconteça de novo...
Não é preciso estar a 50 km de ti para sentir a tua falta. As saudades começam no beijo de despedida, passam pelo "até para a semana" e acabam brevemente quando te olho nos olhos novamente. Esses olhos que irradiam ternura, confiança, respeito e desejo do mais ardente possível. Sempre me ensinei a mim própria a olhar para as coisas de forma positiva. O único aspecto possivelmente positivo no meio da nossa distância é o valor renovado dos nossos reencontros, sempre tão perfeitos. É como se tempo algum tivesse passado. E durante a semana cá fico eu, impaciente, aborrecida e cheia de vontade de apenas olhar para ti. Com saudades dos teus lábios, que conhecem os meus como ninguém. Saudades do teu perfume. Saudades da maneira como apenas um toque é o suficiente para arrepiar o meu pobre corpo. Saudades dos teus mimos. Saudades do meu riso ao pé de ti. Saudades da pessoa que sou ao pé de ti (nada mais que eu própria). Saudades dos sentimentos que despertas em mim. Saudades dos momentos que estão para vir. Enfim, saudades...
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