sábado, 27 de julho de 2013
Sempre ouvi falar que se dá mais valor às coisas quando estão longe. E a tua ausência ligou a torneira de pensamento, correndo diariamente, nadando sobre ti mas afogando-me. Entendo que para evitar desilusões não deveria de alimentar qualquer tipo de expectativa ou esperança, mas preciso de sonhar um pouco. Vou sentir a tua falta. E o pior é que não faço a mínima se irás sentir a minha ou não. Como o mistério nos prega partidas...
domingo, 14 de julho de 2013
Ciclo
Nenhuma recompensa nos cai no colo numa bandeja prateada. Tenho de insistir, esforçar-me (ao máximo) para atingir o minha maior recompensa: paz. verão. descontracção. alívio. Temo que os sinto antecipadamente. Devia estar nervosa, a estudar insaciavelmente, a fazer directas. Mas, sem saber porquê, o meu sub-consciente está-se marimbando, puramente confiante de que teremos sorte e sairemos vitoriosos. Mas depois o meu consciente acorda, pensa: "se calhar devia esforçar-me para ir com mais confiança para os exames." E depois tento estudar. Uma súbita soneira apodera-se de mim, distraio-me com outra coisa qualquer muito mais interessante que estudos e voltamos ao mesmo. Um ciclo vicioso, harmonioso ao meu gesto mimado...
terça-feira, 9 de julho de 2013
Alucinar
Peço-te que decidas o que queres para ti. O que é melhor. Mesmo que não seja eu, quero sabe-lo. Assim talvez possa deixar de nadar neste mar de incerteza sem qualquer fundo. É inevitável tentares atirar-me areia para os olhos, porque eu conheço-te. E tu a mim.
Sinto-me desamparada e com falta de consistência. As tuas palavras não soam honestas. Soam interesseiras e calculistas. Tu não és assim. Tu és a pessoa mais bondosa que conheço.
Mas depois... quando não falas, apenas me olhas, consigo ouvir outro discurso completamente diferente. Não sei se me fazes alucinar de tal forma a imaginar coisas onde não existem. Tal como o poderás ter feito o tempo todo...
Subscrever:
Comentários (Atom)