Desculpa. Desculpa por ter caído na armadilha que levava até ti de pára-quedas, mesmo em cheio no teu abraço. Desculpa por me ter apaixonado por ti. Desculpa por ficar hipnotizada pelo teu puro ser. Pela tua resistente inteligência e pelas tuas ponderadas atitudes. Gosto de ti mas odeio gostar. Odeio gostar de ti pois não o sentes também. Odeio gostar de ti porque a nossa amizade de anos encontra-se reduzida a metade. Essa amizade que esperei tanto fortalecer, que acabei por fortalecer demais.
Desculpa por não ser suficiente. Desculpa por não cumprir os teus requisitos. Desculpa-me por não ser ela. Sei bem o esforço que fazes para te manter no mesmo sítio que eu, o desconforto e a pressão sufocam-te. E eu sinto-me culpada. E tu sentes-te culpado pois sabes que não tenho culpa alguma e muito menos mereço a maneira que sou tratada agora.
Desculpa por gostar das pequenas coisas. Da maneira que mexes no cabelo quando estás hipnotizado. A maneira que consigo decifrar o teu pensamento apenas com o teu olhar. A maneira como sorris para mim quando sabes que estamos a pensar no mesmo. A maneira como avalias tudo minuciosamente. A maneira como planeias tudo e como arranjas sempre maneira de conseguir o que desejas.
Desculpa por achar que és o tal. Desculpa por não ser perfeita. Desculpa-me por gostar tanto de ti. Desculpa-me por deixar a tua cabeça à roda, enquanto pensas numa maneira para as coisas voltarem a ser como eram. Desculpa-me por te tirar o sono, pois eu sei que também me queres na tua vida, mas não da maneira que eu te quero na minha. Desculpa por te conhecer como a palma da minha mão. Desculpa por me conheceres como a palma da tua.
Porque, apesar de tudo, tu amas-me. Se tal não fosse verdade, não te darias ao trabalho de tentar remediar a situação. E eu também te amo, mas gosto de ti ao mesmo tempo. Por ti sinto um amor de amigos e o começo de um romance. Em ti via futuro. Em ti via algo duradouro e sólido. Inquebrável. Em ti vejo desilusão, tristeza e culpa. Mas a culpa não é tua. A culpa é toda minha, pois só ama quem quer. E eu sem dar por isso marquei como destino o teu abraço. Esse abraço que afinal de contas não me quer.
E agora, desorientada e perdida, dou por mim a pairar na eterna incerteza, apenas com um desejo em mim, não me deixes.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
"Eu"
Eu... Sinto-me tão egocêntrica apenas por proferir tal palavra. Existe sempre a necessidade assombrosa de resolver os problemas de alguma alma próxima mas perdida, em si própria, muitas das vezes. Sou um pedaço da Natureza bruta e original. Sou um pedaço do céu estrelado, sou um pedaço de mar, sou e pedaço de vento quente de Verão. Sou uma alma livre, com as emoções à flor da pele, acompanhando sempre a maré das energias positivas que a vida (caixa de surpresas!) nos dá. Sou interessada pelo que me rodeia. Quero conhecer tudo o que há para conhecer. Quero explorar os ares do desconhecido. Quero ser melhor a cada dia que passa. Tento ser melhor. Tento ser mais eu.
Confiança, essa precisa-se. Mas como arranjar coragem para criar algo que não existe?
Confiança, essa precisa-se. Mas como arranjar coragem para criar algo que não existe?
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