segunda-feira, 9 de abril de 2012

Noite

Perco-me no silêncio da noite, abandonada e prisioneira dos meus pensamentos, com o leve fumo dessa mesma noite a sair de mim concentrado na sua perfeita solidão. Pensamentos, esses gélidos como o ar que me rodeia, tão cheios de nada mas repletos de um todo. O que estarei eu a fazer? Eu, uma simples alma dependente de tantas outras almas, provavelmente tão vazias como a minha. O que estaremos nós a fazer? Tantas outras almas de quem eu dependo e me devoto, não tendo a certeza se o sentem por mim. Essa devoção que nos preenche e sufoca, Faz-nos entrar no enorme campo do incógnito, tão concentrado como o vazio da mesma noite.

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