sábado, 25 de janeiro de 2014

Demasiado

Há muito que não escrevo porque há muito que não sei o que sinto. Pior, não sei o que tu sentes. Como é que consigo ser tão insegura?
Porque a confiança é como um espelho, mesmo partido e recolado, ainda consegues ver a racha na puta do reflexo. Sinto que nunca mais vou confiar em ti a cem por cento. Mesmo que as tuas atitudes provem que estás diferente, acho que não vou conseguir. Magoaste-me demasiado. Mas gosto demasiado de ti. És demasiado essencial na minha vida. És demasiado complicado e eu sou demasiado fã de enigmas. Um dia hei-de ver-te, transcendente, como tu me viste.

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