Silêncio
A ressaca ainda perdura. Sinto-me cansada assim que acordo. Nada no telemóvel. Nem uma mensagem. Uma porra de uma mensagem que mostraria que pensas em mim. Estou a remoer-me por dentro para não ir suplicar-te para voltares, pois o orgulho também se mostra resistente. Estou a dar-te espaço. Tempo. Tempo para pensares se é comigo que realmente queres ficar. Tempo para descobrires se vale a pena magoares-te por alguém tão banal como eu. Se eu desaparecesse, sentirias a minha falta? Mil e quinhentas perguntas, zero respostas. O teu silêncio condena-me à eterna ansiedade. O que precisarei eu de fazer mais para te provar que mereço estar contigo?
Por outro lado penso, inseguro como és, se não estaremos a fazer os dois a nossa imaginação patética estragar tudo. No início disseste-me para eu ter cuidado para não me magoar, mas que contigo não iria acontecer. Será que o teu silêncio é para não me magoares e para não me dizeres o que não quero ouvir?
A minha mente é minha inimiga. Penso sempre que as atitudes das pessoas para comigo são sempre negativas. Penso sempre que eu é que estou mal e que sou eu a culpada.
Disseste que ias curar as minhas inseguranças. Estou mais insegura que nunca. Preciso de ti para saber que viver vale a pena, e não apenas sobreviver. Ainda assim, vou-te dar todo o tempo que precisares. Gostaria apenas saber de quanto precisas. A saudade aperta. O laço vai desapertando...
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