Medo
Tento não fazer dos meus pensamentos monstros que me comem por dentro. Tento mudá-los e viver a o meu momento comigo sem ti lá. Tentei. Cada minuto que passou tive de te ter ao meu alcance, mesmo sabendo que estarias de braços fechados. Tentei mostrar-me que me consigo divertir sem ti, sem recorrer a nada ou ninguém. Tentei e consegui (não mostrar que não consegui). Tentei manter-te afastado do meu pensamento metódico e repetitivo. Tentei não pensar que poderás não me querer de volta, que tenhas descoberto o meu lado mau e que não consigas aceitá-lo. Será que os dias em que estivemos afastados deu para perceber que foste feliz sem mim ou que sentis-te a minha falta? Mil perguntas, zero respostas. Agora devo esperar (impacientemente) por um sinal que te diga que mais ninguém irá tratar-te tão bem quanto eu. Que ninguém te quer mais feliz que eu. Que encaixamos como peças de puzzle. Que devemos e precisamos de ficar juntos. Apetece-me dormir até acordar por tua causa. Se decidires passar mais dias a pensar e a dar comigo em doida eu todos os dias irei olhar para o telefone e o meu coração há-de bater mais só de pensar que podes ser tu.
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